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sábado, 20 de dezembro de 2014

Yaoni Sánchez, no "Estadão": "Golias abriu a carteira"


  "O pior são os membros mais recalcitrantes do Partido Comunista, os que morreriam antes de mascar um chiclete, beber uma Coca-Cola ou pôr os pés na Disney World. O primeiro secretário de sua organização acabou de traí-los. Ele fez um pacto com o adversário, nos bastidores, e por 18 longos meses.";  

 diz  Yaoni  Sánches, a blogueira cubana, no artigo publicado no “Estadão”de hoje: “Golias abre a carteira" que  fala  das  repercussões da notícia do anúncio do restabelecimento das relações  entre  Cuba  e os EUA.  Ela diz que:   

"Gerações de cubanos cresceram sob o bombardeio da propaganda oficial contra os EUA. Quanto mais as palavras contra nosso vizinho do norte se tornavam agressivas, mais nossa curiosidade crescia. Arrasados pela precariedade material, decepcionados porque as chamadas reformas de Raúl não encheram suas carteiras ou seus pratos, os cubanos agora sonham com a trégua material que poderá chegar do outro lado do Estreito da Flórida.

Sara é professora numa escola primária de Plaza de la Revolución. Sem a ajuda enviada mensalmente pela filha, ela não conseguiria sobreviver. "Agora, tudo será mais fácil, principalmente porque poderemos usar os cartões de credito e débito americanos, e minha filha está pensando em me mandar um", disse.

Bonifacio Crespo ajuda o irmão com a contabilidade no seu restaurante privado em Havana. Eles já têm planos para um novo negócio. "Temos os contatos para começar a importar matérias-primas, especiarias e muitos produtos para o cardápio. Eles terão de aumentar as remessas de lá", afirmou, apontando para o norte."

Não deixe de ler o artigo todo

Ao que parece, a liberdade chega, ainda que sorrateiramente, em Cuba, graças a Deus! Livres da escavatura cultural que engessa o sentimento e o pensamento na produção de ódio contra um  povo feito inimigo pelo cabresto cultural imposto por  líderes que o quer apenas os  como prestador de culto, finalmente esse povo bom e alegre vai poder dar vazão a seus grandes talentos e voltar a produzir coisas que encantam o mundo... Encher o mundo  com as reais maravilhas cubanas.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Participação popular e facções - Roberto Romano


[...]

“Só anjos ignoram que os ”movimentos não Institucionalizados” têm líderes, ideólogos, agenciadores. Dilma busca um Estado nas dobras do Estado. Ninguém, em movimentos desprovidos de instituição, 
assume a responsabilidade  oficial, ou seja, diante do povo soberano, pelos erros nas decisões. O caso de um deputado paulista, popular graças aos recursos de campanha, é importante. O político recebeu um mandato nas urnas e guarda relações  enigmáticas com “movimentos não institucionais, os perueiros,  que têm elos “não institucionais” com… setores que operam na margem da lei."
                                                                      
[…]

"O decreto presidencial lembra um texto a ser lido pelos imprudentes: Estado, Movimento, Povo, de Carl Schmitt. O poder, segundo o jurista, se divide me três setores: o povo inerte que diz “sim”ou “não” plebiscitariamente e segue o partido, que, por sua vez, segue o líder ( princípio da Führung), mantendo
o Estado. Schmitt deseja conselhos de líderes, eleitos ou escolhidos pelo Führer...

No despotismo dos que imperam sem responsabilidade pública, decidem as facções. Com seu decreto,o próprio governo se transforma em facção, esquece um compromisso com o povo na sua totalidade soberana. De um lado, a Secretaria da Presidência e, de outro, os almejados tentáculos do Executivo.Se houvesse algo democrático no decreto, ele seria discutido amplamente com a sociedade, depois enviado ao Legislativo. O resto é propaganda."



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Preconceito contra religião, uma ameaça à democracia.



No dia 29/05/2012 o jornal O Estado de São Paulo publicou
o editorial  Uma proposta de estarrecer, no qual dá como se
 fosse péssima uma notícia que a meu ver é ótima.

Exercendo meu direito democrático, enviei-lhes a seguinte
mensagem eletrônica:


Caros senhores diante do editorial do "Estadão" de hoje-
Uma proposta de estarrecer-, gostaria de defender a
proposta do deputado Nazareno Fonteles usando o
mesmo argumento do autor do editorial quando diz:

"Demais a mais, a Justiça [...] só se manifesta quando
provocada por terceiros "

Da mesma forma, a vontade da maioria do povo brasileiro
pautada por princípios religiosos (segundo várias pesquisas
 publicadas em vários jornais), se manifesta através de seus
representantes no Congresso diante dos descalabros ( a seus
olhos estarrecidos) das sentenças do STF, publicadas neste mesmo
jornal; entre elas a "crença" anticientífica dos maiores
magistrados do país no fato de que a cor da pele pode ser
relevante para diferenciar uma pessoa da outra.

Nada mais democrático do que a manifestação do povo,
por meio de seus representantes, que neste caso também
é provocada por terceiros, os juízes do STF.

Causa-me espanto que um jornal como O Estado de São Paulo
 possa apresentar um editorial tão preconceituoso e
antidemocrático.

Grata pela atenção,
Giselle Neves Moreira de Aguiar

Nota , segundo o último censo do IBGE  somente 7% da população
do Brasil se diz ateu/ ateia. Dos 93% restantes a maioria se diz cristã.


Mais sobre o tema:

Sobre as pregações ateístas  de Hélio Schwartsman,no jornal Folha de São Paulo:

http://revoadadosbeija-flores.blogspot.com.br/search?q=os+ateus+e+a+religi%C3%A3o

Posicionamento da "Ministra das Mulheres", Eleonora Menicucci, ao anuncia sua posição quando assumiu  o novo posto no Governo Federal;