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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Gustavo Corção Repórter



No momento em que a "Comissão da Verdade” “oficial" publica só uma versão  dos fatos, os cristãos deste país têm o direito de conhecer o relato de um pensador,  escritor  e articulista de  grandes jornais, Gustavo Corção,  que  reportou os momentos que antecederam o início do Governo Militar, no momento em que recém aconteceram.

O que hoje vivemos, mostra para onde grandes brasileiros nos impediram de chegar há muito mais tempo. O que seria do nosso país se o marxismo já vigorasse no Brasil desde 64?

Fazendo uma projeção podemos concluir que talvez estivéssemos como a Coréia do Norte, ou Cuba; quem sabe como como a grande e populosa China?  Mas ainda no estilo de Mao Tsé-Tung, ou já viveríamos   o despertar do progresso vindo das liberdades individuais que começam a aparecer lá depois do lento retorno à liberdade de trabalho e ao mercado mundial?


A guerra ideológica continua. Cada um tem o direito a defender os valores que lhes são importantes e os que definem  a sua própria identidade. Abaixo a hegemonia de pensamento.  VIVA A LIBERDADE!!!!

Vejamos o que dizia, na época, o grande e propositalmente esquecido, Gustavo Corção:

 "Em nosso bairro as ruas estavam vazias, e nos rebordos das janelas víamos durante todo o dia velas acesas em sinal de que naquele apartamento rezava-se pedindo a Deus que não permitisse o assassinato do Brasil. Creio que foi nesta semana que um colunista católico escreveu que as reformas anunciadas por Goulart coincidiam com os ensinamentos de João XXIII!

       

     Precipitavam-se os acontecimentos. Foi nesta última semana ou na anterior?  Cada manhã, à saída da missa, os amigos se entreolhavam com o ar de quem tem em casa um grande doente. Evitávamos falar no assunto. Nesta manhã, porém, alguém perguntou:
-Viram o que aconteceu ontem na Ilha do Fundão?
O Presidente Goulart aprazara encontro com o Reitor, professores e estudantes. Desceu de helicóptero, mas  a meia altura mandou parar e começou a gritar:
- Os estudantes para a frente! Os estudantes para a frente!

        E a manada de estudantes rompeu a socos e empurrões a fila dos professores. E nós, ouvindo a história, sentíamos uma vergonha profunda, alternada com convulsões de cólera perdida. Ah! que vontade de combater! “O rage, o desespoir, o viellesse ennemie!” ( ô ódio, ô desespero, ô velhice inimiga!)
     

       Cada notícia era uma injúria; cada página de jornal, uma bofetada. E os nervos tensos, e o coração sangrando ... Não se via uma perspetiva, uma saída. A ténue esperança que tínhamos era de que o Exército se organizasse e seus chefes soubessem sobrepor a lei natural à mesquinha legalidade produzida pelo positivismo jurídico. Saberiam? Poderiam? O fato é que o comunismo já se achava no Poder e já tinha  a seu favor a moleza de uma sociedade maltratada por tantos e tão maus governos. Faltava-lhes um arremate de forma, mas contava com a grande imprensa, com os "intelectuais”, com os estudantes e com padres e até arcebispos “progressitas”que já ensaiavam a voz para a declaração:
-Companheiros! Eu também sou comunista! Eu sempre fui comunista!" - 
                                                          [...]

Foi um dos mais belos espetáculos que já vi. E tenho pena dos corações alienados que não tiveram a capacidade para acolher tão boa e bela alegria.Lembrei-me de uma página de Léon Bloy. A França acabara de marcar a vitória do Mame. Os jornais estavam encharcados de júbilo, de esperança de triunfo. Mas Léon Bloy folheava os jornais com cólera crescente, e depois com tristeza infinita. O que é que o velho leão procurava nos cantos dos jornais? Lá estava escrito em seu Diário: “Je cherche en vain le nom de Dieu” ( eu procuro em vão o nome de Deus).
                         

 Ora, em nossa grande Marcha - cuja fotografia está diante de mim - não houve menção de um só nome dos tantos civis e militares que bem mereceram o aplauso do povo. Havia só um nome: o nome de Deus



Gustavo Corção em "O Século do Nada" . Livro disponível apenas nos sebos, mas que pode ser encontrado para download na internet -



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Gustavo Corção e o Século do Nada


Faz algum tempo "conheci", pela internet, Gustavo Corção.


Primeiro li  o "Três alqueires e uma vaca" , de que já havia
ouvido falar quando muito jovem.

Procurando mais sobre ele encontrei o "Século do Nada".
Para usar a mesma expressão de Corção a respeito de Chesterton em 
Três alqueires, esse livro parece que foi escrito "para mim".
Ele responde a todas as minhas perguntas a respeito das agressões que a 
Mãe Igreja vem sofrendo nos últimos anos e que tanta dor 
tem causado aos que amam ao Deus  das Santas Teresas, Catarina de Sena 
Santo Agostinho, São João da Cruz e outros tantos queridos, nossos mestres.

Partilho com vocês esse link, onde o encontrei. Ele não está à venda nas livrarias:


Acredito  que esta é uma oportunidade para se saber a origem e razão
de tanto desvario  que temos  dolorosamente visto, graças ao estudo 
e dedicação de um católico fervoroso e grandiosamente culto. 

Quem puder leia o livro todo, mas somente a introdução já é um grande 
ensinamento.A sua leitura proporciona uma doce calma na alma, alimentada 
com a Verdade,mesmo que dolorosa. 

A Verdade liberta os filhos de Deus. Entender a razão do sofrimento fortalece, 
e dá mais sabedoria e eficácia na luta pelo Reino de Deus, onde, e somente 
onde ele acontece, o católico pode soltar o seu espírito e dar vazão à toda vida nele aprisionada pelos que querem um mundo sem Deus.

Louvado seja Deus!