sexta-feira, 24 de junho de 2016

São João Batista



Antes que te formasses dentro do ventre de tua mãe
Antes que tu nascesses, te conhecia, te consagrei
Para ser Meu profeta entre as nações Eu te escolhi
Irás onde enviar-te: o que te mando proclamarás!

Tenho que gritar, tenho que arriscar
Ai de mim se não o faço!
Como escapar de Ti, como calar
Se Tua voz arde em meu peito?
Tenho que andar, tenho que lutar
Ai de mim se não o faço!
Como escapar de Ti, como calar
Se Tua voz arde em meu peito?

Não temas arriscar-te, porque contigo eu estarei
Não temas anunciar-me, por tua boca eu falarei
Hoje te dou meu povo, para arrancar e demolir
Para edificar, construirás e plantarás!

Deixa os teus irmãos, deixa teu pai e tua mãe
Deixa enfim teu lar, porque a terra gritando está
Nada tragas contigo, porque a teu lado Eu estarei
É hora de lutar, porque Meu povo sofrendo está

- Letra da música "O profeta", cantada nas igrejas, de autor desconhecido-



quinta-feira, 26 de maio de 2016

Procissão de Corpus Christi: manifestação... de fé, esperança e caridade

 Foto de Tino Ansaioni para o jornal "Voz Ativa"- www.jornalvozatica.com
O jornal Voz Ativa, de Ouro Preto, MG confirma:
Desde que se entende por Nação, o Brasil teve seu povo nas ruas fazendo manifestações. Pelo menos uma vez por ano, quando os católicos festejam a solenidade de Corpus Christi. Eles saem pelas ruas das cidades, enfeitadas com trabalhosos e artísticos tapetes feitos de flores e outros materiais assimilados no processo de evolução. 

Levam consigo, transubstanciado em hóstia consagrada, o corpo de Jesus Cristo, Deus e Senhor de seus antepassados, os que são responsáveis pelo bem que hoje são capazes de realizar, e também seu.

Eles cantam cânticos que revelam suas reivindicações, que são as mesmas há centenas de anos. Cânticos que têm letras assim:

"Queremos Deus, homens ingratos,
Ao Pai supremo, ao Redentor,
Zombam da fé os insensatos,
Erguem-se em vão contra o Senhor.

Da nossa fé, ó Virgem*,
O brado abençoai;
Queremos Deus que é nosso Rei;
Queremos Deus que é nosso Pai
Queremos Deus que é nosso Rei;
Queremos Deus que é nosso Pai!

Queremos Deus! 
A caridade é nossa lei de bons cristãos
Pois nisto está toda a verdade 
Amar-nos sempre como irmãos!

Queremos Deus!
E na Esperança peregrinamos em temor
Pois nossa fé e segurança 
nos vem da Igreja do Senhor!

Queremos Deus na sociedade 
Na lei, na escola e nosso lar
Justiça e paz, fraternidade
Então no mundo há de reinar!"

* [a Virgem: aVirgem Maria,a Mãe de Jesus Cristo, de cujo amor materno usufruem]

Desde o início da sua Igreja, há mais de dois mil anos, os católicos sabem separar a sabedoria humana, da sabedoria divina. Assim, apesar de serem aparentemente comandados por frágeis e falíveis pessoas humanas, em assunto de foro íntimo, onde reside sua fé, eles sempre são orientados pelo próprio Deus, que em pessoa física permanece no meio deles, transubstanciado em pão e vinho.

Ele que, sendo Deus, nasceu humano, viveu a humanidade, foi rejeitado e morto pelos que representavam os poderes político e religioso daquele tempo. 

No entanto, ressuscitou, e muito mais do isso, criou a Eucaristia, a forma  pela qual está presente em todos os sacrários  da Terra.  Assim,  pode também,  como hóstia, alimentar a cada um dos  que escolhem fazer parte do seu povo e tê-lo como Deus, Rei e Senhor. Intimidade maior entre ele e suas criaturas, que criou para amar, não seria possível, nem para Ele, que é Deus. Com toda certeza, se tivesse, Ele o faria. Ele pode tudo. Ele é Deus.


Por tal motivo, o catolicismo vive intacto, até hoje. Se fosse coisa de seres humanos, já teria desaparecido. Há séculos.

Corpus Christi



Glória a Jesus na Hóstia santa
Que se consagra sobre o altar
E aos nossos olhos se levanta
Para o Brasil abençoar!

REFRÃO:
Que o Santo Sacramento,
Que é o próprio Cristo Jesus,
Seja adorado e seja amado
Nesta terra de Santa Cruz!
Seja adorado e seja amado
Nesta terra de Santa Cruz!

Glória a Jesus, prisioneiro
Do nosso amor a esperar,
Lá no Sacrário, o dia inteiro,
Que o vamos todos procurar!

Glória a Jesus, Deus escondido,
Que, vindo a nós na comunhão,
Purificado, enriquecido
Deixa-nos sempre o coração!

Glória a Jesus, que ao rico, ao pobre
Se dá na Hóstia em alimento
E faz do humilde e faz do nobre
Um outro Cristo, em tal momento!

Glória a Jesus Sacramentado,
Que vai ao enfermo visitar
E deixa-o sempre confortado
No seu amor a confiar!

Glória a Jesus na Eucaristia,
No sacramento do amor!
Longe de nós toda heresia,
Que à nossa fé se queira opor!

Glória a Jesus na Eucaristia,
Cantemos todos sem cessar!
Certos também que de Maria
Bênçãos a pátria há de ganhar!




domingo, 15 de maio de 2016

Pentecostes


Espirito de Deus, enviai dos céus um raio de luz,

Vinde, Pai dos Pobres, dai aos corações vossos sete dons,

Consolo que acalma, hóspede da alma,doce alivio, vinde,

No labor, descanso, na aflição, remanso, no calor, aragem,

 Ao sujo, lavai. Ao seco, regai, curai o doente,

Dobrai o que é duro, guiai no escuro,o frio aquecei,

Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós,

Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele

 Dai a vossa igreja, que espera e deseja, vossos sete dons,

Dai, em prêmio ao forte, uma santa morte, alegria eterna,


Amém! 

terça-feira, 10 de maio de 2016

O restauro da Igreja do Rosário, em Tocantins, MG.

Uma grande alegria aconteceu numa visita rápida à cidade de Tocantins, em Minas Gerais: verificar o restauro cuidadoso da Igreja do Rosário.

Com cerca de 16000 habitantes, e distante 280Km de Belo Horizonte, Tocantins fica na Zona Mata. É uma típica cidade mineira.

A igreja restaurada fica bem defronte ao jardim da praça central da cidade. Não é a Matriz da paróquia, que é a Igreja de São José, situada no  plano mais alto da cidade do qual se vislumbra um lindo, e tradicional, cenário mineiro composto por montanhas. 

A figura da pequenina igreja junto ao jardim público produz uma atmosfera bucólica, que transmite a sensação de aconchego.

Dentro dela, um folheto explicativo, colocado à disposição do público, informa que o restauro aconteceu depois de estudos e pesquisas sobre a forma, estilo e características iconográficas do templo, construído no final do século XIX; tudo dentro dos padrões estabelecidos pela arte da restauração.

 O trabalho foi uma iniciativa do FUMPAC – Fundo Municipal do Patrimônio Cultural em parceria com o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e a Paróquia de São José, então sob a administração do Padre Antônio Firmino Lopes Lana, muito querido pelo povo católico da cidade.
Integra o Programa “Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, ligado ao IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio  Histórico e Artístico  de Minas Gerais).

Encanta ver o trabalho carinhoso das pessoas envolvidas. Fica evidente o alto grau de civilidade do povo, retratado na atenção das suas autoridades em preservar seu patrimônio cultural, o certificado de sua identidade.  Só quem sabe de onde veio, quem cultiva suas raízes,  tem a força necessária para desenvolver e produzir frutos capazes de alimentar as novas gerações com seus valores, e continuar a existir como povo.

Parabéns ao povo de Tocantins, suas autoridades, à comunidade católica e ao Padre Firmino. Esse legado deverá ser cantado em verso e prosa.  Celebrar o bem realizado, fortalece. A alegria de contemplar a arte do próprio povo não tem preço.


Nas fotografias abaixo, a maioria delas de José Carlos Aguiar, mostram o carinho da obra em detalhes.

A igreja:






O retábulo com a imagem de Nossa Senhora do Rosário

Os querubins  foram "descobertos" durante o trabalho de restauro

Com altar decorado para as coroações de Nossa Senhora pelas meninas.
que acontecem durante todo o mês de maio




A nave










































O detalhe da data preservada no pilar:









O capricho com os detalhes:





Painéis explicativos do trabalho realizado:








As imagens de roca, usadas nas celebrações da Quaresma e Semana Santa.
Grande possibilidade de serem da mesma idade da igreja:

Nossa Senhora das Dores
Senhor dos Passos

 Créditos do trabalho:






sexta-feira, 6 de maio de 2016

Novena ao Sagrado Coração de Jesus pedindo graças e a beatificação da Serva de Deus Floripes Dorneals de Jesus, a Lola



A Serva de Deus Floripes Dornelas de Jesus era mais conhecida como Lola.
Como sinal de Deus entre nós, viveu cerca de 60 anos alimentando-se somente da Santíssima Eucaristia, objeto de sua constante adoração, e também alvo de pedidos de graças, em favor da Igreja,  e de cada ser humano, que ela amava com o profundo amor derivado do Coração de Jesus.


A cada dia desta novena, além da oração pela sua beatificação, procuramos meditar sobre fatos de sua vida.  Ela foi uma pessoa que soube ser modelo de fidelidade e amor a Deus e à Sua Igreja, cultivados com grande simplicidade,  dentro de suas limitadas condições. 

Os fatos  aqui relatados, assim como os que já  foram publicados, ouvi de pessoas de alto grau  de confiabilidade, e nos sentimos no dever de reportá-los, para a Glória de Deus e em gratidão a Ele pelo bem que nos fez, por meio de sua querida Serva Floripes Dornelas de Jesus, a nossa Lola.


Tudo por Vós ó Sagrado Coração de Jesus!

Faça downlod  do arquivo em PDF da novena.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Barbarismo



Oh dor!
Quando avaliamos ser grande a nossa perda, constatamos, assombrados, que existe quem a queira muito maior.

 A manhã chegou com uma dolorosa surpresa. O principal quadro da obra de Bruno de Giusti, na Catedral de Sorocaba,  sofreu um ataque de vandalismo.

O jornal “Cruzeiro do Sul” de hoje, 13/04/2016, mostra o ataque que atingiu o quadro da multiplicação dos pães e dos peixes, do artista ítalo-sorocabano Bruno de Giusti. Quadro recém submetido a um trabalho de restauro  e de cuidados  para sua preservação. 

Fiz o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) do curso de Jornalismo, na UNISO (Universidade de Sorocaba), sobre a obra do artista na Catedral.  Pelo que aprendi ao longo de uma vida no catolicismo, com o gosto pela arte, especialmente a sacra, e o que foi aprendido com os estudos e pesquisas, a obra de Giusti conjuga e harmoniza conteúdo e forma, comunicação e arte. É um verdadeiro tesouro cultural contido em um acervo extremamente democrático, uma vez que qualquer pessoa pode ter acesso a  tais obras, sem menor a restrição.  Ele  pertence ao povo de Sorocaba, 

O estado lamentável dos afrescos das capelas laterais evidencia a  necessidade de um sério trabalho de restauro, no qual a pintura original do artista, ressurja de debaixo de várias camadas de possíveis pinturas sobrepostas. Mas parece que, pelo estado em que agora se encontram, algumas estejam quase sem condições de serem restauradas. Muito especialmente o de Nossa Senhora Aparecida, tão significativo para o catolicismo, a cultura de berço do povo sorocabano. 

A fácil acessibilidade talvez tenha sido o calcanhar de Aquiles, responsável pelo imenso dano. Ter obras valiosas assim expostas, em tempos atuais, é mesmo muito perigoso. É importante registrar porém, que tal ato de vandalismo não combina com a população que frequenta a Catedral para fazer orações, e que se beneficia das  obras de Giusti como inspiração.  Não combinam também  com os mendigos que ali entram, e circulam, sem menor a cerimônia, como pequeninos na casa do Pai rico.  Tal barbarismo é próprio de um tipo de  black bloc que deseja protestar contra Deus. Tudo o que exalta Seu valor e eleva a alma humana, causa-lhe dor tão grande que sente necessidade de destruir. Lamentável ato de quem deseja ter Deus banido.  Ou então, pior ainda, seria coisa de um fundamentalismo bárbaro, o mesmo que parece acometer integrantes do "Estado Islâmico",  que andam destruindo patrimônios culturais da humanidade, em diversos lugares.

Nunca precisamos tanto da misericórdia divina!

P. S. O texto atribuído a mim nas aspas da reportagem do “Cruzeiro do Sul” não é de minha autoria. O que escrevi e publiquei sobre a obra de Giusti pode ser lida e vista  partir do seguinte seguinte link:



"Para aqueles que emigraram para a morte, essa aldeia era como uma harpa.Todas as coisas tinham o seu significado: árvores, fontes, casas. E cada árvore com a sua história, diferente da outras árvores. E cada casa com os seus costumes, diferente das outras casas. E cada muro diferente dos outros muros, por causa dos seus segredos. Quando caminhas, vais compondo o teu passeio como uma música, extraindo o almejado som de cada um dos passos. Mas o bárbaro acampado não sabe fazer cantar a tua aldeia. Aborrece-o essa proibição de penetrar nas coisas e acabam por te desmoronar as paredes e dispersar os objetos. Por vingança contra um instrumento de que não se sabe servir, ateia o incêndio, que ao menos lhe paga com um pouco de luz. Depois desanima e começa a bocejar. Para a luz ser bela, é preciso conhecer até o que se queima. Aí tens a chama do círio que acendes ao teu Deus. Mas ao bárbaro, nem a chama da tua casa dirá coisa alguma, pois não é chama do sacrifício.” - Saint Exupéry, em “Cidadela" -