domingo, 23 de abril de 2017

Festa da Divina Misericórdia





Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus.

Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações.

Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira — mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo — e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo.


Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. -1Pd 1,3-9 -

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Repercussão do "Dia da Lola" de 2017





No Facebook, a página dos Amigos da Causa da Lola trouxe importantes lembranças que a 
comunidade de Rio Pomba guarda da Serva de Deus Floripes Dornelas de Jesus, a Lola.


A timeline da Prefeitura de Rio Pomba trouxe uma importante postagem falando sobre feriado municipal do dia da Lola. Diz a postagem: 




Estabelecido por lei (LEI Nº 1.160/2003), o dia 09 de abril em Rio Pomba é considerado feriado municipal, em homenagem a data de falecimento de Floripes Dornellas de Jesus. Lola, como era conhecida, destacou-se por sua dedicação a vida religiosa e por viver cerca de 6 décadas se alimentando apenas da comunhão eucarística.

Faleceu em 09 de abril de 1999, quando milhares de pessoas compareceram ao velório e sepultamento. Portanto, neste domingo, 09 de abril, será realizada uma missa em sua homenagem, às 16h, no Recanto Sítio da Lola, devido aos 18 anos de seu falecimento. O Cemitério Municipal de Rio Pomba também estará aberto à visitação dos fiéis durante todo o dia.

163 pessoas curtiram a publicação e destacamos alguns  comentários:


Ligia Cronemberger: Quem dera participar dessa celebração. Visitei muito a Lola na minha infância qdo vestia de pastorinha na época do advento e Natal. Saudades!

Ana Maria Granato Antunes de Paiva: Como eu gostaria de participar de tudo isso, maravilhoso 👏🙏

Sandra Dias Pereira: Que benção.

Marcia Borges:  Quando criança ouvia contar dos milagres alcançados através dela. Que sua alma tenha compaixão de nós e do mundo inteiro, inclusive dos descrentes. Amém.


Compartilhado na página dos Amigos da Causa da Lola, recebeu 47 curtidas e os seguinte comentários:

Maria Lúcia Moura Costa : PARABÉNS RIO POMBA !

Seyla Moreira Neves Lopes: As graças de Deus continuam chegando a Rio Pomba e a todo pombense ... Obrigada, Serva de Deus, Lola!!!❤️

Maria Ines Sabino: NOSSA SANTA,PARABÉNS RIO POMBA,CIDADE PREVILEGIADA

Alexandre de Faria: que maravilha, graças ao sagrado coração de jesus, viva sempre em nossos corações, madrinha lola eu confio em vós



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Uma repostagem fotografias da casa da e do sítio da Lola de 10 dia abril de 2015, de Dindo Neves, Gilson Moreira Neves, que é sócio fundador  da Associação dos Amigos da Causa da Lola  uma postagem de fotografias, recebeu 55 curtidas e os seguintes comentários:





Jm Alvim: Quando criança inúmeras vezes, tive o privilégio de sentar na beradinha dessa cama . Adorava pegar minha sombrinha para ir com mamãe,ou com a minha avó visitar a Lola. Íamos a pé... era uma aventura.... Todas as vezes voltava encabulada por ela dormir, sem colchão, sobre o estrado da cama... Giselle, você também viveu essa aventura?

Giselle Neves Moreira de Aguiar: Não tive essa felicidade Júlia Márcia! Só fui lá uma vez, com a minha mãe. Eu recebia " a influência da Lola" através das palestras de Dona Aparecida Clemente nas reuniões da Cruzada Eucarística. Ela ensinava um amor muito grande a Jesus Eucarístico e mencionava a Lola às vezes. Acho que D. Aparecida aprendia com ela e nos passava as deliciosas lições.

Amélia Fernandes: EU FUI VÁRIAS VEZES LÁ NA LOLA COM MINHA MÃE , QUE CONVERSAVA SEMPRE COM ELA…

Amélia Fernandes: NESTA ÉPOCA, ELA RECEBIA VISITAS EM SEU QUARTO, TINHA UMA VOZ MUITO SUÁVE...

Jussara Lopes: Nos passeios com Tia Dória, onde o sitio da Lola faz divisa c o sitio da Vó Dinah e Vô Ruy, era nossa parada preferida para o lanche e ouvir um pouco da vida da LOLA. Terminávamos passando em silencio, bem pertinho de sua casa. Lembrança boa...

Seyla Lopes: Saudades...O quarto era mais simples,ainda...Chego a ver a Lola,em sua simplicidade, alegre, tranquila,mostrando as lembrancinhas que fazia ... Na sala grande a Dorvina oferecendo o cafezinho... A paz imperava em toda a casa ....E a presença de Deus,também...Louvado seja Deus que me permitiu vivenciar esta paz!

Sandra Dias Pereira: Como me lembro de tudo que a maioria das pessoas falaram.Ia sempre Tb com minha mãe d minha vovó Noca,passávamos o dia todo naquela paz,aquela fé no Sagrado Coração de Jesus,sem faltar o cafezinho da Dorvina,como disse a Sheila..Saimos dali,levando essa paz e essa alegria em nossos corações.Qta saudade..

Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio: Um lindo lugar que nos transmite muita paz

Erminia Cabrini: Meu avô sempre contava sobre a Lola , mamãe tbm , me disseram que havia um pé de jaboticaba no quintal , Um dia irei lá !


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Rita Vieira, adicionou cinco fotos da Celebração Eucarística no Recanto Sítio da Lola  que 55 pessoas curtiram, e recebeu os seguintes comentários:





Valéria Aureo: Abençoada seja a nossa Lola!


Valéria Aureo: Enfim posso ler calmamente O Sagrado Coração de Lola, a Santa de Rio Pomba. A obra demanda tranquilidade e um confortável isolamento, para ser apreciada como deve. Ao final posso concluir: é um livro notável, muito comovente, que nos toca fundo a alma. É Rio Pomba na dimensão exata de cidades como Povoa de Varzim, Siena ou outro rincão qualquer em que a graça de Deus tenha caído em demasia e se manifestado em mulheres santas. É a nossa história se misturando ao sublime, ao misterioso desígnio divino de se ter a personificação da fé e do sacrifício. O Sagrado Coração de Lola, a Santa de Rio Pomba é um livro notável que servirá de documento para o longo esforço em prol da beatificação e santificação de Lola tal a seriedade e competência de seu autor. Nele foi compilado um grande número de depoimentos; foram recolhidos, organizados e comparados vários documentos de origens diversas.
Graças aos inesgotáveis empenhos dos militantes (apóstolos) da causa de Lola a demanda prossegue. Melhor que todos se mobilizem para reforçar o trabalho do abnegado grupo e reconhecer a importância do fenômeno, que não podemos dimensionar como homens comuns que somos.
E, mais proximamente de mim, no plano mais imediato de minha vida longe da terra natal, é um livro que está à minha cabeceira, que me fez lembrar a minha origem e a quem poderei recorrer quando precisar de intercessão divina e consolo para as minhas dores.
O maravilhoso livro de Roberto Nogueira traz a questão da santidade de Lola para a profundidade de si mesma: a rosa é uma rosa, é uma rosa... Não haveria mais o que ser dito, pois ela exaure o tema na plenitude e simplicidade de si.
Então, para que pudesse ser assim, simplesmente a flor, nada mais apropriado que o cenário bucólico e contemplativo do Lindo Vale onde pudesse ser cultivada. Eis que tantos se inebriaram com seu olor, sem ao menos verem, apenas crendo; entretanto nela confiavam. Por que então querer explicar o que por si só é grande e sagrado?
Para compreender o que Lola representa nos bastaria saber que a rosa é a rosa, é a rosa... Pois é a grandeza de si mesma, a existência dela em sua total dimensão, o que enaltece a cidade de Rio Pomba, enchendo de orgulho os seus habitantes, abençoados com a honra de tê-la como linda flor. Será que nós, tão insignificantes diante dela, nos damos conta de quanto a tese é maior? O que se espera para se dar o jardim à flor?
Não há como compreender o fenômeno Lola, se não há o que ser explicado: deve-se simplesmente acolher no peito a honrosa permanência dela entre nós. É mais natural... E é tão fácil aceitar... Nós, entre tantos, que fomos agraciados com as suas benesses, suas orações, sua presença que tanto dignificou nossa cidade, não temos como questionar o sagrado de sua mortificação terrena. Basta lembrar que o que emanou de si persiste nos corações dessa cidade distinguida entre as demais; ela ainda é uma luz que irradia de 1911 até os dias atuais. Não há o que possa fazer desacreditar os que foram engrandecidos por suas orações e sacrifícios. Apenas respeitosamente depositar em vasos as flores colhidas de suas mãos. Tomo as palavras de Cecília Meireles para falar para quem não reconhece o sagrado nem lhe percebe o bálsamo:
“Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verás, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim”.
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Autora: Valéria Áureo

Lúcia Cataldo Amoroso Lima: Parabéns Valéria, pelo belo texto.Abraços.

Gesilda Floripes Lima Moreira: Belas palavras Valéria! Lugar abençoado!

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A escritora rio-pombense Valéria Áureo, postou em sua timeline o mesmo texto com o título de "O Perfume da Rosa"e recebeu os seguintes comentários:

Cleto Silva:  Convivi na minha infância com a Lola. A vida dela foi um fenômeno que o ser humano não consegue explicar. Como é que uma pessoa sobrevive dezenas de anos apenas recebendo uma hóstia a cada manhã? Naquela época os repórteres de O Cruzeiro e de outra revista da época que não me recordo o nome, ficavam de plantão para ver se ela comia ou bebia escondido.,,Ela irritada com eles me pedia e ao Pedrinho, seu sobrinho, que fechássemos as janelas e portas...Era um tempo no qual ela rezava pelas pessoas que lá aportassem...E muita gente era curada!

Cici Furtado Macedo: Quem conheceu Lola sabe de sua simplicidade e doçura. Tive o privilégio de conhecê-la e tive uma graça alcançada, quando, verdadeiramente entreguei tudo nos braços do Coração de Jesus, por intermédio de suas orações. Sinto -me abençoada por poder visitar a casa onde viveu e reviver muita coisa! Ai daquele q não tem fé….🙏🙏🙏

Tereza Bernardo Do Carmo Melo: Quem conheceu Lola, sabe de sua santidade! Eu alcancei uma graça, por intermédio de suas orações. Rezo pela sua beatificação e santificação. Santa Lola rogai por nós!

Maria Fátima de Toledo: SEMPRE TIVE E TEREI MINHA FÉ PRESERVADA,,,,,,,,,,SANTA LOLA,,ROGAI POR NÓS!!,,,,MARAVILHOSO TEXTO AMIGA GRANDE ESCRITORA!!

Maria Fátima de Toledo: PEÇO Á ELA SEMPRE QUE INTERCEDA POR MIM,!!E POR MINHA FAMÍLIA!

Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio: Nossa família alcançou uma grande graça por sua intercessão ao Sagrado Coração de Jesus para a recuperação da saúde de meu pai, entre os anos 50 ou 53. Por essa causa Lola escolheu meu pai para assumir a presidência do Apostolado da Oração Masculino que ela fundara na época. Ele aceitou e mesmo depois quando esteve com sua saúde debilitada.

Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio: CONTINUANDO: mesmo depois, com o passar de longos anos, quando ele esteve com sua saúde debilitada, em consequência de um AVCm ele continuou sua missão apostólica.

Carmen Lúcia Marini Vieira Júlio: Temos muita fé e confiança em nossa humilde Serva do Senhor, que com suas orações e evocações, difundiu a grandeza do Sagrado Coração de Jesus.

Maria Fátima de Toledo: AH,,,,,SAUDADES DO SR JOSÉ DE ASSIS,,,,,,!! TEMPOS BONS!!

Marcel Souza: Também tive a honra e felicidade de conhecer nossa Santa Lola. Quando criança, estive várias vezes acompanhando meu pai ou a Totinha nas suas visitas a nossa querida Lola em seu sítio.


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Iran Mendes postou uma foto na página dos Amigos da Causa da Lola com a seguinte apresentação:

 "Madrinha Lola e minha mãe, Maria Lucia Vieira Mendes, segurando as mensagens que Lola escrevia pra jogar da torre da igreja no dia da festa do Sagrado Coração de Jesus.
Madrinha Lola, rogai por nós!"





 Na pagina, recebeu 53 curtidas e os seguintes comentários:


Seyla Moreira Neves Lopes: Amém!

Ducarmo Vieira Gomes: Que maravilha!! Saudade da sua mãe!!

Tania Silva: Amém!!!

Tony De Padua: Quanta Saudade,! o sino repicando a banda de música tocando, e os papeis coloridos ou pétalas de rosa da Torre da nossa Matriz de São Manoel, saudades infinitas! Quantos sinos já repicamos lá da torre da Matriz, com meu saudoso irmão Francisco de Souza Gomes Filho (Chiquinho) sempre vizinhos da Matriz onde fomos todos batizados, no amanhã quando voltar para minha terra natal-estes,, sinos irão badalar novamente,

Jacqueline Furtado Vital: Que lembrança linda!!! Tia Lúcia sempre trazia mensagens da Lola. 😍😍


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quinta-feira, 13 de abril de 2017

A doutrina da Cruz

 Coroação de espinhos -  tela de Dirck van Baburen, em 1623
encontrada  em: http://design-haven.com/



“A doutrina da Cruz e Cristo é loucura para os que se perdem, mas é poder de Deus para os que se salvam”.

A morte de Cristo na Cruz dá-nos nova vida. 
A noite da morte de Jesus gera a luz da Páscoa. 
As trevas e os tremores durante a morte de Jesus iniciam a gloria. 
A Cruz, outrora sinal de morte , torna-se sinal de Vitória.

Aquele para quem a doutrina da Cruz é um escândalo, uma loucura, que poderá dizer aos pobres e aos sofredores? Só quando nos definimos sobre a Cruz e, através dela, chegarmos à íntima convicção de que a doutrina da Cruz é poder de Deus, então poderemos ajudar homens e mulheres a carregarem o fardo pesado que lhes fosse imposto. Só assim, nossa palavra os animará. 

A imitação de Cristo exige que sigamos o Senhor em todos os seus caminhos. A fidelidade no seguimento de Jesus exige que andemos o caminho até o fim, até o Gólgota. Não para terminar na morte, mas para ressuscitarmos com Ele para uma vida na luz da Páscoa. 

Verdadeiramente, a “doutrina da Cruz”é uma força de Deus.

- Texto da introdução à Via Sacra, da Catedral Metropolitana de Sorocaba.- 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Numa aula prática de Ciências Físicas






Este fato,  ouvi contar como verídico. 
Aconteceu numa aula prática de Ciências Físicas, num bom colégio, onde
se realizava uma experiência  em que  o ovo era usado.

O professor se referia  a ele dizendo aos alunos:
– Vejam, o ovo é muito interessante, serve até para simbolizar a Páscoa, cuja data  se aproxima, tanto a do coelhinho como a das religiões, essas “pataquadas” inventadas pelos homens… passando daí a desfiar o rosário do blá, blá, blá ideológico contra a religião.

Um adolescente o interrompeu dizendo:

– Professor, o senhor não está sendo verdadeiro. A Páscoa não é uma invenção, é a comemoração, uma memorizarão coletiva, transmitida de geração em geração, de  um fato histórico, que aconteceu há cerca de 3500 anos, quando o povo judeu, liderado por Moisés, atravessou o Mar Vermelho a pé enxuto, fugindo da perseguição dos egípcios. Esta é Páscoa  judaica.

A Páscoa cristã está relacionada com outro fato, acontecido mais ou menos 1500 anos depois, que é 0 mais importante do cristianismo,  a ressurreição de Jesus Cristo, que  sendo Deus, nasceu como homem, judeu, e foi, mesmo sendo inocente, condenado e morto, pagando assim os muitos pecados da espécie humana. Deus condenado  e morto, paga qualquer pecado que um humano possa cometer, se este O aceitar como Deus e Salvador. Como nunca deixou ser Deus, ressuscitou. 

São  esses fatos a razão da comemoração da Páscoa, que quer dizer passagem, de um tipo de vida para outro. Os judeus deixando a  escravidão no Egito, para a vida de liberdade; e os cristãos deixando a vida de submissão às fraquezas que os levam praticar o erro que conduz ao sofrimento, chamado pecado, para um tipo  vida superior, regida pelos valores do espírito, em plenitude.  

O professor, visivelmente irado disse:

– Pirralho ignorante, quem você pensa que é para ensinar ao professor? Você acredita nessas babozeiras que os religiosos e sua família retrógrada dizem. Isso tudo é balela, Deus, a razão das religiões, não existe, o que rege o mundo são as leis da Física!

– Sim professor, as leis da Física regem o mundo, mas elas foram estabelecidas por Deus, o seu Autor.

– Aaahh, é assim então???, disse o professor exalando sarcasmo, já que estamos numa aula prática de ciências, vamos realizar um experimento que esclarecerá, de uma vez por todas, a todos aqui (fazendo um círculo com o braço indicando a classe toda), quem manda, quem vigora, se são as leis da Física ou o seu deus. E, pegando na mão um ovo, disse:

– Faça agora uma oração ao seu deus, pedindo que suspenda a lei da gravidade, que, segundo você foi criada por ele,  para que esse ovo, que em seguida jogarei no chão não caia, e, portanto,  não se quebre.

O rapaz se levantou e  rezou:

– Senhor Deus, eu sei que  tudo o que existe, seja visível ou invisível, é uma criação de vossa sabedoria e poder, que tudo rege por meio das leis que os  seres humanos vão descobrindo, pouco a pouco, ao longo de inúmeras gerações. Eu sei, também,  que o senhor não vai contrariar uma dessas leis  somente por causa da arrogância da pobre pessoa desse professor.  Porém, Senhor, eu, que longe estou de ser bom como Vós, vos peço, em razão da a afronta que ele fez mim a a todos os de minha fé, que esse insolente  caia morto, fulminado, assim que o ovo se quebrar.

O professor, atônito, não largou o ovo da sua mão, e disse, horrorizado: 
– Como você pode pedir  uma coisa dessas, que eu seja morto? 
– Mas professor, por que se impressiona? Como pode ter medo de Deus, que, segundo o senhor, não existe?


Resultado prático e concreto do experimento: o ovo não se quebrou.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Quem foi a Serva de Deus Floripes Dornelas de Jesus





A Serva de Deus Floripes Dornelas de Jesus, a Lola, foi uma  pessoa singular na vida da cidade de Rio Pomba, MG, e  também para  inúmeros católicos que conhecem sua maravilhosa história.
Nasceu em 1912, e passou o resto do instável século XX como um alicerce da vida católica. Faleceu em nove de abril de 1999.

Como normalmente acontece a todo instrumento de sustentação, passou a maior parte toda a sua vida singular quase invisível para as muitas pessoas que a conheciam através dos efeitos da sua vida de oração. Era reclusa numa cama, num quarto de sua casa, na zona rural de uma então pequenina cidade do interior. 

Paralítica desde a juventude, vivia a sua religião Católica total dedicação. A reclusão a aproximava mais, e mais,  dos preciosos escritos dos santos, especialmente os sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus trazida à cidade pelas irmãs do Colégio Regina Coeli, filhas da então futura, Santa Francisca Xavier Cabrini

O alimento espiritual lhe saciava tanto, que ela aos poucos foi rejeitando o alimento para o corpo. Não se alimentava mais, não tomava nem água e, consequentemente, também não tinha nenhuma outra necessidade fisiológica. O sono também não lhe fazia falta, passava as noites em mais profunda oração. Recebia diariamente a Santíssima Eucaristia.

Lola sempre foi acompanhada pela assistência eclesial. O pároco da cidade, Padre Gladstone Galo,  lhe dava assistência espiritual e mantinha o então arcebispo de Mariana, Dom Oscar de Oliveira, a par de tudo o que se passava com aquela especial ovelha do seu rebanho.

A fama de Lola se espalhava, e ela recebia milhares de romeiros que iam pedir sua oração para alcançar as inúmeras graças de que precisavam. Por ordem de Dom Oscar, ela deixou de receber os peregrinos  e passou a viver em contínua oração diante do Santíssimo Sacramento, que passou ficar num altar, no seu quarto, com a devida permissão do senhor arcebispo.

Mas, se era reclusa, o seu apostolado crescia enormemente,  graças ao fermento da fé e, sobretudo, da oração. A oração a induzia a levar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a milhares de pessoas, de perto, e de longe, através dos santinhos com as marcações  das datas das comunhões  reparadoras ao Sagrado Coração de Jesus, nas primeiras sextas-feiras de cada mês. Recebia bilhetes com pedidos de orações e os respondia, com a receita infalível: a devoção sincera e confiante no Sagrado Coração de Jesus, na qual ela se aprofundava seguindo os escritos sobre Santa Gertrudes e Santa Margarida Maria Alacoque.

Através das pouquíssimas ocasiões de comunicação de que dispunha, demonstrava um grande tino administrativo na condução dos trabalhos do seu sítio, cuja renda era toda aplicada na edição de livretos e folhetos devocionários, e aquisição de imagens do Sagrado Coração de Jesus,  além de terços, e medalhas, que eram todos distribuídos GRATUITAMENTE. 

Ela vivia somente para que o maior número possível de pessoas tivessem contato com o Coração divino, e ao mesmo tempo humano, de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, portanto, humano o suficiente para compreender as angustias da existência humana, e poderoso como Deus, para curar as suas dores e dar-lhe ânimo para viver em plenitude.

A Lola, este ano fará maioridade de vida plena no Céu. No próximo nove de abril, se completa 18 anos de sua morte, acontecida em odor de santidade. E nós daqui, da terra esperamos que o Sagrado Coração de Jesus faça acontecer, o quanto antes, a sua beatificação (ela já teve sua Causa aceita  pela Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano, tendo já, portanto, o título de Serva de Deus), e logo a seguir, sua canonização.

Tudo por Vós, ó Sagrado Coração de Jesus! 


terça-feira, 28 de março de 2017

Salve Rainha





Salve Rainha, 
Mãe de Misericórdia, 
vida, doçura, esperança nossa, salve! 
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas.

Eia pois advogada nossa, 
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, 
e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, 
bendito fruto do vosso ventre, 
ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria!

Rogai por nós Santa Mãe de Deus, 

para que sejamos dignos das promessas de Cristo



Compartilhamos um rico texto do site Bíblia Católica sobre como surgiu esta preciosa oração da Salve Rainha:

De onde vem a Oração da “Salve Rainha”?

A “Salve Rainha” é uma das orações mais populares entre os católicos. Ela é atribuída ao monge Hermannus Contractus que a teria escrito por volta de 1050, no mosteiro de Reichenan, na Alemanha. Eram tempos terríveis aqueles na Europa central, com muitas calamidades naturais, destruindo as colheitas, epidemias, miséria, fome e a ameaça contínua dos povos bárbaros normandos, magiares e muçulmnaos que invadiam os povoados, saqueando e matando.

Certamente o monge Hermannus experimentava as piores  misérias da vida humana neste “vale de lágrimas”, como disse. Nesta prece “bradamos” como “degredados”, “suspiramos gemendo e chorando”, vemos o mundo como “um vale de lágrimas”, como um “desterro”. Entretanto, essa visão da vida acaba num sentimento de esperança que a ultrapassa e domina com a confiança em Nossa Senhora.

Ao considerar a condição humana, o monge Hermannus via  muitos motivos de tristeza, mas, ao fixar sua atenção na Virgem Maria, Rainha do céu de da terra, a quem se dirige, mostra-se animado por um horizonte de expectativas reconfortantes e consoladoras, pois ela, a Virgem Maria, é “Mãe de misericórdia”, “Vida, doçura, esperança nossa salve”, “Advogada nossa”,  de “olhos misericordiosos”.

Frei Contractus tinha  consciência da triste época em que vivia, mas tinha outras razões, além disso tudo. Conta a sua históira que ele nasceu raquítico e disforme; adulto, mal conseguia andar e escrevia com dificuldade, de mirrados que eram os dedos das suas mãos. Nasceu em 18 de fevereiro de 1013 em Altshausen, na Swabia hoje Alemanha.

Nasceu com uma fenda no palato, e um problema de espinha bífida (dividida em lóbulos iguais). Seus pais não tinham condição de cuidarem da criança e em 1020 (com sete anos) o entregaram para a Abadia de Reichenau, onde ele ficou o resto de sua vida. Contam que, no dia do seu nascimento, ao constatarem o raquitismo e má formação do bebê, seus pais caíram em prantos. Sua mãe Miltreed, mulher muito piedosa, ergueu-se então do leito e, lá mesmo, consagrou o menino à Mãe de Deus. Consagrado a Ela, foi educado no amor e na confiança em relação a Ela. E, anos mais tarde, foi levado de maca, por ser deficiente físico, até o mosteiro de Reichenan, onde com o tempo chegou a ser mestre dos noviços, pois o que tinha de inapto seu corpo, tinha de perspicaz seu espírito.

Muito inteligente se tornou monge beneditino com a idade de 20 anos. Era um gênio, estudou e escreveu vários livros sobre astronomia, teologia, matemática, história e poesias em latim, grego e árabe. Professor aos 20 anos ficou conhecido pelos seus colegas na Europa.  Construiu alguns instrumentos musicais e equipamentos de astronomia. Ficou cego e com isso parou de escrever. É o mais notável poeta de seu tempo e ainda ficou  famoso ao escrever a oração da “Salve Rainha”e ainda o “Alma Redemporis Mater”. Faleceu em 21 de setembro de 1054 em Reichenau de causas naturais. Beatificado e culto confirmado em 1863. Sua festa é celebrada no dia 25 de setembro.

Foi no fundo de todas essas misérias, que a alma de Frei Contractus elevou à “Rainha dos Céus” esta prece, mescla de sofrimento e esperança, que é a “Salve Rainha”.

Quando veio a ser conhecida pelos fiéis, a “Salve Rainha” teve um sucesso enorme, e logo era rezada e cantada por toda parte. Um século mais tarde, ela foi cantada também na catedral de Espira, por ocasião de um encontro de personalidades importantes, entre elas, a do imperador Conrado e a do famoso São Bernardo, conhecido como o “cantor da Virgem Maria”, pelos incendidos louvores que lhe dedicava nos seus sermões e escritos, ele que foi um dos primeiros a chamá-la de “Nossa Senhora”.

Dizem que foi nesse dia e lugar que, ao concluir o canto da “Salve Rainha”, cujas últimas palavras eram “mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre”, no silêncio que se seguiu, ouviu-se a voz potente de São Bernardo que, num arrebato de entusiasmo pela mãe do Senhor, gritou, sozinho, no meio da catedral: “Ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria”… E a partir dessa data estas palavras foram incorporadas à “Salve Rainha” original.

Nos quase mil anos que se passaram desde que Herman Contractus compôs a “Salve Rainha” uma multidão incontável de fiéis tem se identificado como os sentimentos que ela expressa, vivendo desde sua aflição à doce esperança que inspira sempre a amável Mãe do Nosso Salvador.

Fonte: 
http://www.newadvent.org/cathen/07266a.htm;  http://www.cademeusanto.com.br/beato_hermancontractus.htm

domingo, 26 de março de 2017

Floripes e a santidade (tentando explicar )


 Sobre a Serva de Deus Floripes Dornelas de Jesus, a Lola





É muito agradável ponderar e analisar a vida a partir da visão que nos dá a fé cristalina, incluída no pacote de virtudes que recebemos por ocasião do nosso batismo.
            
Mas hoje prestamos imensa atenção nos direitos, principalmente no direito dos pobres, dos excluídos, dos marginalizados. Contudo isso, não observamos que nós todos temos nos transformado, cada vez mais, em reféns da subjetividade daqueles que elegemos como celebridades. Somos uma reividincação ambulante das necessidades que outros nos mandam exigir, portanto, carentes de carteirinha. Temos sido treinados para isso há anos!
                 
Parar um pouco, respirar fundo e cadenciadamente não nos fará mal algum, principalmente no domingo, o dia que Deus nos pediu o tempo, a disponibilidade, e principalmente, a atenção.
                  
Se dermos a Deus a devida atenção, poderemos notar Seu olhar compreensivo, amoroso, capaz de fazer vibrar até aquela última fibra do nosso coração, aquela que já julgávamos inerte e totalmente abafada. Ele é a vida.
              
E, à luz dos olhos de Deus, podemos observar a Sua Presença em todas as situações da nossa vida. Principalmente naquelas em o nosso ego começou a expandir, a ponto de não mais percebermos a Sua Presença perfeita junto de nós. Perfeita porque não é arrogante, não se impõe. Guarda um profundo respeito por Si Mesmo e pela sua criatura, tão amada, tão próxima e tão distante. Poderia impor a sua Presença, infinitamente mais forte e poderosa, fazer-Se observar, mas não o faz; a Sua essência, o amor, O obriga a respeitar.
          
A perfeição todo-poderosa está sempre à espreita da atenção de Sua criatura. Fez e faz tudo o que está ao Seu alcance, dentro dos limites do amoroso respeito. Até mesmo se tornar pão, ser alimento, e ficar disponível, no tabernáculo, à espera daqueles que estejam dispostos a Lhe dar atenção, reconhecer Seus atributos e pedir Sua ajuda.
          
Ah! Como Ele gosta de ajudar! O tempo de hoje nos leva a considerar estorvo as manifestações de carinho, porque aprendemos que grande parte delas são falsas, são apenas instrumentos dos que tencionam nos manipular e,  de tanto conviver com seres humanos carentes e falhos, nos esquecemos do convívio com o Deus perfeito. Humanizamos Deus e nos afastamos dele com medo que nos devore, e divinizamos os seres humanos e lhes prestamos culto como a um deus.
          
Um relacionamento consciente e maduro com Deus é o que podemos chamar de santidade. Podemos observar claramente isso na vida da Serva de Deus Floripes Dornelas de Jesus, a Lola. A vida na Presença de Deus faz o ser humano atingir os níveis mais altos das suas potencialidades, como um violino Stradivarus nas mãos de um virtuose.
             
Na presença divina, a memória, a inteligência e a vontade estão harmonicamente satisfeitas e aptas a exercer facilmente o discernimento.  A pessoa então atribui o devido valor e importância a cada criatura e aos fatos relacionados com elas segundo o Coração do Deus amoroso que aprendeu, com o convívio a conhecer. A vida torna-se simples e descomplicada, segura, natural e desconcertantemente sincera. (Por isso a santidade incomoda aos que são afeitos à grande tentação do poder.) A pessoa é livre de todos os temores – que mal pode prevalecer na presença do Sumo Bem? –
             
É assim que uma pessoa que atingiu a santidade, como a nossa Lola, consegue realizar todo o bem de é capaz. Tem os olhos focados no bem realizável, que concretiza usando as forças Daquele que a fortalece, e não as das suas carências e misérias.

Tal seria uma explicação para o fato de que Floripes, que poderia ser um estandarte da cobrança, porque materialmente se encaixava perfeitamente entre os excluídos e marginalizados, pois era mulher, idosa, paralítica, e com pouquíssima instrução acadêmica; ninguém teria coragem de negar-lhe a carteirinha de carente. No entanto, era uma excelente administradora, fazia valer cada bem ou atributo, era uma bem-aventurada a quem as pessoas vinham procurar para pedir ajuda! Nunca lhe faltou absolutamente nada.   Uma pessoa santa vive do Bem que é Deus.

 Outra característica da santidade é a compulsão para aproximar as pessoas de Deus. A convivência com Deus lhe mostra todo o bem que Ele pode e quer realizar em favor dos seres humanos que quis criar para dar vazão ao Seu imenso e perfeito amor. A convivência com as necessidades humanas compunge seu coração totalmente sintonizado com a misericórdia divina. Daí a sua ansiedade para saciar toda a fome e sede das pessoas na bondade toda- poderosa de Deus. A quem tem Deus, nada falta ( Santa Tereza).
            
Floripes, vivendo sua reclusa vida de santidade, traduziu, para o nosso tempo confuso, a maneira concreta do convívio com Deus, que está ao alcance de todos e de qualquer pessoa. Depende apenas da vontade pessoal.

Giselle Neves  Moreira de Aguiar