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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Lola, em reportagem na TV.

 






Este vídeo, de uma reportagem do SBT Repórter feita nos anos 90, já demonstra o  grau de sofrimento que uma pessoa que busca a santidade é obrigada a suportar, ainda que esteja o mais recolhida possível, evitando com toda a capacidade possível, chamar a atenção.

O conhecimento da existência de uma pessoa nas condições da Lola, há cerca de 60 anos sem tomar nenhum tipo de alimento ou mesmo água, sem precisar atender nenhuma necessidade fisiológica, chega à redação do telejornal como alguém que pode até estar morta, por possivelmente ser mantida em cárcere privado. 

 A equipe já chegou na cidade com a pauta pronta.  Esperando poder desmascarar a impostora que se fazia de santa, ou expor a situação da pobre vítima de religiosos fanáticos, enlouquecidos. A possibilidade de uma grande audiência e consequente bom retorno no faturamento financeiro era grande, especialmente em tempo em a televisão abarcava a audiência que têm juntas todas as redes sociais hoje.



Mas foi surpreendida por toda a população muito bem formada e educada da cidade de Rio Pomba dos anos 90. Todos os entrevistados, desde as pessoas mais cultas às mais humildes e simples, sabiam quem era a Lola, seu tipo de vida recolhida junto a Deus na Eucaristia. 

Todos a respeitavam grandemente com o mais alto grau de simplicidade. A espiritualidade católica que abarca corpo e alma de cada criatura humana, e por ser uma demonstração viva dessa realidade, o fato da Lola viver somente do, e pelo, Coração Eucarístico de Jesus,  e tirar dele  TUDO o que necessitava para o corpo e para o espírito, era algo natural e simples para o povo da cidade.

Na reportagem, fica destacada à atuação de Carmen Lúcia Vieira Júlio, diretora do centenário jornal da cidade, "O Imparcial", apresentando o vasto arquivo  em que o semanário guarda todos os fatos publicados sobre a Lola e sua obra de divulgação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus ao longo de meio século. Fica também registrado no vídeo o que ela diz sobre uma das razões do enclausuramento voluntário da  Lola: o fato de várias atuações desrespeitosas de jornalistas sofridas por ela  que visavam apenas  o sensacionalismo,  chamar a atenção do público, dar audiência ou vendagem de revista ou jornal  podendo ser  transformado em dinheiro.

A própria reportagem confirma que a equipe que fez a reportagem era movida pelo mesmo espírito das equipes  que vinham à cidade para colher informações sobre a Lola anteriormente. A locutora distorce a fala da senhora Myriam, que sentia e sente um profundo amor e carinho pela sua madrinha Lola, que nela e no seu esposo encontrava o mais firme apoio.

A locutora diz que Myriam rogava praga sobre a repórter com tom de ameaça. Observemos: Myriam NÃO ROGOU NENHUMA PRAGA, apenas disse o que todo bom católico sabe, ou deveria saber: quem  faz uso do que é sagrado desrespeitosamente, especialmente com o objetivo de ganhar dinheiro, está se expondo às devidas consequências, uma vez que de Deus, a quem Lola e ela serviam,  ninguém faz troça impunemente. 

A equipe tenta por diversas vezes e maneiras invadir a propriedade privada da Lola, até que é rendida pela simplicidade do Zé Militão que lhes diz que a Lola é muito bem cuidada e servida  com atenção e carinho pelas pessoas da cidade. Perguntado como  a reportagem poderia se comunicar com ela, ele reponde com a habitual naturalidade: "o senhor pode escrever um bilhete para ela, como todo mundo aqui faz".  Foi o que o repórter fez, e recebeu através de uma escrita registrada no cartório, onde ela  conta  resumidamente o que aconteceu com ela,  e reivindica o seu direito de se manter isolada na sua propriedade.

Bendito seja Deus que É a Verdade. E ninguém pode distorcê-la ou aprisioná-la em qualquer narrativa. Deus, Que É a Verdade SEMPRE se impõe. Mais cedo ou mais tarde tudo se esclarece, mesmo quando a mentira tenta se transmitir camuflada no meio algumas verdades. 

        ..."porque jamais serão confundidos aqueles que em Ti  confiam." - Dan 3, 40 -





 

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