sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Reparando, amenizando a dor de Deus...



O Sagrado Coração é uma pessoa.E como pessoa, sente tudo o que uma pessoa criada à sua imagem e semelhança, sente.           

           É a pessoa do Deus soberano e criador de todas as coisas visíveis e invisíveis que se dignou nascer, viver e morrer como ser humano para dar a todo integrante da espécie a graça de ser filho de Deus como Ele, e, por consequência o direito de gozar de todas as prerrogativas que essa filiação representa.            

         Conhecedor, na carne, das mazelas humanas, temeu pela fragilidade de seus irmãos de raça, expostos a tantos motivos para desprezar o seu amor e generosidade, decidiu estar com eles de maneira física, no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Por este sacramento e por meio da graça da transubstanciação, as espécies do pão (hóstia) e do vinho se transformam em Seu corpo e Seu sangue.                                    
            A Hóstia Consagrada é Jesus Cristo em pessoa, com toda a sua humanidade e divindade, graças à qual ele pode exercer esse poder para estar com as pessoas, a quem ama até ser capaz de morrer por elas em cada missa, que revive o terror do seu Calvário, para se tornar seu alimento, para alimentá-las diretamente de si com todas as virtudes que lhes sejam necessárias para enfrentar e vencer, como filhos de Deus, as batalhas normais deste estágio de vida, ao mesmo tempo em se tornam uma só pessoa com Ele pela comunhão no seu Amor. Esse amor explícito e material que confirma e fortalece a dignidade humana dos filhos de Deus.            

       No entanto, quanto mais adquire conhecimentos sobre os mecanismos de como Ele criou o mundo, quanto mais evolui na semelhança com o Pai, mais o ser humano se parece com Adão que O rejeitou ao se sentir superior às outras criaturas. Considerava que seus atributos criados o fariam tão poderoso quanto o Criador, podendo então dEle se abster.            

       A pessoa de Jesus Cristo, continuamente presente na Eucaristia sente todo esse desprezo, seu Coração humano sente muito mais por nós humanos, do que por Ele mesmo, sente uma dor que se parece com a dor de pais quando  vêm seus filhos desprezarem seu amor e seus cuidados enquanto muitas vezes sofrem as consequências dos desvarios naturais humanos. Só que a dor dEle é infinitamente maior, porque sua compreensão é infinitamente maior.            

         Pessoas como a Lola, a Serva de Deus Floripes Dornelas deJesus, eram sensíveis o suficiente para sentir esta dor de Jesus, devido ao seu contínuo contato com Ele, a ponto de ter como alimento somente a Sagrada Eucaristia, o que prova a consistência divina que traz esse alimento que fortalece, de maneira indizível, o corpo e a alma, porque são partes da mesma pessoa.            Então, a Lola passava grande parte de seu tempo em orações com esta:

                             Ato de reparação

 Divino Coração de Jesus, nós aqui vimos, num pensamento de fé, reparação e amor, deplorar a vossos pés as nossas infidelidades e as de todos os pobres pecadores, nossos irmãos. Dignai-vos aceitar o pequeno tributo das nossas consolações, nós vo-lo pedimos, pelo Coração Imaculado de Maria.

Do esquecimento e ingratidão dos seres humanos
Nós vos consolaremos Senhor

Do desamparo do Santíssimo Sacramento,
Nós vos consolaremos Senhor

Dos crimes dos pecadores,
Nós vos consolaremos Senhor

Dos ódios dos ímpios,
Nós vos consolaremos Senhor

Das blasfêmias com que vos ultrajam,
Nós vos consolaremos Senhor

Dos sacrílegos profanadores do sacramento do vosso Amor,
Nós vos consolaremos Senhor

Das imodéstias e irreverências em vossa adorável presença,
Nós vos consolaremos Senhor

Das traições de que sois vítima adorável,
Nós vos consolaremos Senhor

Da frieza da maior parte de vossos filhos,
Nós vos consolaremos Senhor

Do desprezo dos auxílios da graça com que amorosamente nos prevenis,
Nós vos consolaremos Senhor

Das infidelidades dos que se dizem vossos amigos,
Nós vos consolaremos Senhor

Do abuso das vossas graças,
Nós vos consolaremos Senhor

Das nossas próprias infidelidades,
Nós vos consolaremos Senhor

Da frouxidão em vos amar,
Nós vos consolaremos Senhor

Da nossa tibieza em vos servir,
Nós vos consolaremos Senhor

Da profanação do santo dia do domingo,
Nós vos consolaremos Senhor

Da tristeza amarga em que vos prostra a perda das almas,
Nós vos consolaremos Senhor

Das esperas indefinidas à porta do nosso coração,
Nós vos consolaremos Senhor

Das amargas recusas que afligem o vosso coração,
Nós vos consolaremos Senhor

Ela nunca "arredou o pé" da função que abraçava com tanto esmero: atrair as pessoas ao amor do Coração de Jesus e ao mesmo tempo reparar as faltas dos que não querem saber dEle. Ela sentia a necessidade de  fazer Jesus sentir que deve, Ele mesmo, defender seus irmãos de perigos cada vez maiores e assustadores...

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